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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Quinta-feira 13


O primeiro tempo de Grêmio e Botafogo foi marcado pela superioridade gremista frente à equipe carioca. Ao final dos 45 minutos iniciais, o Tricolor havia chutado a gol mais de dez vezes, enquanto o alvi-negro, apenas uma. O time de Caio Júnior estava tímido, mesmo tendo começado a partida se impondo sobre os donos da casa, que se comportavam como dóceis visitantes. Loco Abreu e seus companheiros chegaram ameaçadores ao Olímpico, mas logo a situação mudou, e a equipe foi dominada pelo Grêmio que, incompetente ao extremo na pequena área, não conseguia finalizar. Era um tal de chutão para lá, trombada para cá, um passe para ninguém e outro para o santo. Coisa feia de se ver.

O melhor lance do time gaúcho foi quando Jefferson espalmou uma bola que caiu fora da grande área, e Rochemback matou na veia. Um belo chute, de primeira, que morreu perto da trave esquerda do Botafogo. Muita correria, muitos passes absurdamente errados, nervosismo, e a dupla de fominhas Douglas e Escudero querendo resolver tudo sozinhos. Bruno Collaço, visado por times italianos míopes, cometeu erros de passe dignos de um perna-de-pau. Só podia dar errado.

No segundo tempo, o Botafogo, mesmo acuado e quase sem tentar o gol, acabou marcando, com o ex-gremista Loco Abreu. A bola passou por dois tricolores, que ficaram só olhando o atacante recebê-la e, sozinho, de cara para Victor, chutar para o fundo da rede. Morria ali a esperança de que o Grêmio conseguisse, pelo menos, um pontinho em casa.

Só aos 26 minutos da segunda etapa, Celso Roth fez substituições. Entraram Gilberto Silva, Brandão e Miralles, e nada mudou. Aliás, o Santos deve estar rindo à toa; enquanto o ex-gremista Borges é artilheiro do Brasileirão com 15 gols, o argentino esquenta o banco de reservas do Grêmio, e faz jus ao nome. Solo mira.
Há 16 anos o Grêmio não perdia para o Botafogo. Esta sina bendita acabou ontem, em um jogo morno, sonolento e irritante, que colocou a Estrela Solitária no terceiro lugar da tabela,  e manteve o Grêmio em 13º, muito longe da Libertadores. 13, o número de Loco Abreu. 13, número da sorte do botafoguense Zagallo. 13, o número do azar do torcedor gremista na noite de ontem, que torce para um time medíocre.


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