Grêmio e Palmeiras proporcionaram jogos épicos, nos anos 1990. Era bonito de ver, fosse pela técnica, fosse pela pura raça, os embates entre as duas equipes. Mas, pelo visto ontem e pela mediocridade que tomou conta do Olímpico e do Parque Antártica na última década, é um tempo que demorará a voltar. Jogando em casa, o Grêmio foi muito, mas muito inferior ao alviverde paulista, que dominou a partida até a metade do segundo tempo. Adilson, improvisado no lugar de Marquinhos, não funcionou, assim como o resto do time tricolor, que não funciona há muito tempo.
Fora o golaço de Fernando, no fim do jogo, a ida ao Monumental não valeu o ingresso. O céu nublado convidava a uma ida ao cinema, ou a ficar em casa, em frente à televisão, ou melhor ainda, a ler um bom livro. E, caso soubesse que veria mais do mesmo (by Celso Roth), creio que o torcedor gremista teria feito isso, mesmo. Assim, não teria que chegar à mesma conclusão que Milton Neves: "O Grêmio foi uma moleza, hoje".
Do outro lado, não dá para dizer coisa muito diferente. Apesar de ser superior aos donos da casa, e de fazer seu melhor jogo desde a vitória sobre o Corinthians, na décima-nona rodada, o Palmeiras de Felipão é um time muito fraco. Não apenas por culpa do treinador, mas da direção, tão incompetente quanto a do Grêmio, e dos jogadores, que não têm comprometimento com a grande história do clube. Luan, autor do segundo gol, disse após a partida que fernando nunca mais acertaria um chute daqueles, que foi coisa de momento. E está certo, foi mesmo. O que é preocupante para ambas as torcidas, pois o Tricolor sobrevive graças a esses lampejos de habilidade, e o Verdão, graças à graça divina.
São dois clubes que tentam seguir em frente, mesmo tendo que lutar contra suas próprias diretorias, as mais inaptas do Brasil. Que 2012 seja melhor para ambos.
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Sobre Kleber:
O presidente do Corinthians, Andrés Sanches, foi entrevistado ontem pela equipe do programa Terceiro Tempo, da Band, após o jogo contra o Atlético-PR. Questionado sobre o ex-palmeirense Kleber, afirmou que o Grêmio ofereceu ao atleta "o melhor contrato do futebol brasileiro", e que o Corinthians não estaria mais envolvido nas negociações, pois não tem condições de competir com o clube gaúcho.
Paulo Odone, por sua vez, disse em coletiva que o jogador pediu um tempo para avaliar a questão, mas que o Grêmio só o aceitaria se ele quisesse muito jogar pelo Tricolor. Se realmente usaram esses termos com o atleta e seu empresário, fico grato. Não espero menos de alguém que use o manto tricolor, ainda mais depois do que aconteceu no caso Ronaldinho. Mas, como Sanshes disse, "não tem essa de fidelidade, de amor pelo clube. O negócio é grana. E a grana que o Grêmio ofereceu ao Kleber nós [Corinthians] não podemos pagar". Agora, só depende do jogador.
"Dinheiro na mão é vendaval..."

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